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Ensino Superior: Redução da ordem de uma EDO

Na sequência serão apresentados alguns tipos especiais de Equações Diferenciais e algumas formas para obter as respectivas soluções por redução a outras mais simples.


Equação do tipo y(n)=f(x)

A solução será obtida por n integrais sucessivas da função f=f(x).


Exemplo: y''' = 2x + 7

Realizar a primeira integral para reduzir a ordem para:

y'' = x² + 7x + C1

Na sequência tomar duas outras integrais para obter:

y(x) = (1/12) x4 + (7/12) x³ + A x² + Bx + C


Equação sem o termo em y e as derivadas até a ordem k-1

  1. A equação não tem a função y=y(x)


    Exemplo: x y''+y'=0

    Com p(x)=y'(x), teremos a EDO com a ordem uma unidade a menos na variável dependente p e na variável independente x:

    x p' + p = 0

    A solução desta equação é:

    p(x) = K/x

    Agora, basta resolver a equação

    y'(x) = K/x

    para obter

    y(x) = A ln(x) + B


  2. A equação não tem termos em y e em y'


    Exemplo: x y'''+y''=0

    Com p(x)=y''(x), teremos a EDOL com a ordem duas unidades a menos:

    x p' + p = 0

    Já vimos que p(x)=K/x. Basta agora resolver a EDO:

    y''(x) = K/x


  3. A equação não tem termos em y, y' e y"


    Exemplo: x y(4) - y(3)= 0

    Com p(x)=y'''(x), teremos a EDO com a ordem três unidades a menos:

    x p' - p = 0

    Como p(x)=K/x, basta resolver a EDO:

    y''' = p(x)


  4. A equação não tem termos em y, y', y'', ... , y(k-1)

    Tomamos

    p=y(k),  p''=y(k+1),  p''=yk+2,  ...,  p(n-2)=y(n)

    e reduzimos a EDO dada a uma outra equação de ordem n-k na variável dependente p e na variável índependente x.


Equação não contém a variável independente

Tomar p=y' para reduzir a ordem em uma unidade e observar que em virtude da falta da variável x, podemos pensar que p=p(y) e desse modo:

y' = dy/dx = p(y)
y'' = dp/dx = dp/dy . dy/dx = p'(y).y'(x) = p'(y) . p(y)
y''' = d(y'')/dx = d(y'')/dy . dy/dx

ou seja

y(3) = d(p'(y).p(y))/dy . y'(x)= p² p''(y) + p . (p'(y))²


Exemplo: y'' + (y')² = 2 exp(-y)

Tomar y' = p(y) e y'' = p(y) p'(y), para obter:

p(y) p'(y) + p² = 2 exp(-y)

Usar a substituição z(y) = p²(y):

2 p(y) p'(y) = dz/dy

para garantir que:

dz/dy + 2 z(y) = 4 exp(-y)

Como esta é uma EDO linear, basta resolvê-la e voltar às variáveis originais.


EDO F(y,y',...y(n))=0, F é homogênea só de y, y', ..., y(n)

Reduzir a ordem desta EDO com a substituição:

y = exp(Integral [z(x) dx])

ou seja

Ln(y) = Integral [z(x) dx]

onde z=z(x) é uma função que será determinada.


Exemplo: x² y y'' - (y - x y')² = 0

Observar que a função

F(y,y',y'') = x² y y'' - (y - x y')²

é homogênea de grau 2 nas variáveis y, y' e y''.

Tomar y(x) = exp( Integral z(x) dx), para obter:

y' = z y

e

y'' = (z ' + z²) y

Substituir as novas variáveis na EDO dada e simplificar para obter:

x² (z ' + z²) - (1 - xz)² = 0

que também pode ser escrita na forma:

x² z ' + 2x z = 1

Após a resolução desta última equação, devemos voltar às variáveis originais.



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